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Situação
actual
A
Guiné-Bissau, uma nação situada na costa
Ocidental de Africa, tem aproximadamente 1.380.000 habitantes
com uma área de 36,125 Km² e é um dos países
mais pobres do mundo, em termos económicos. A Guiné-Bissau
foi uma colónia Portuguesa até 1974, ano em que
ficou independente após uma guerra de libertação.
A
maior parte da população vive como agricultores,
integrados numa economia de auto subsistência. As cercas
de 3.600 tabancas (aldeias) do país carecem de qualquer
tipo de conforto, as condições sanitárias
são altamente precárias. Os contrastes entre o campo
e a cidade são muito marcados. Em 2.530 das tabancas existe
somente uma escola primária.
A aposta no desenvolvimento do sistema do ensino, após
a independência, não foi fundamentada e não
houve nenhum crescimento económico e o sector da educação,
como outros sectores sociais, tornou-se por isso extremamente
dependente do financiamento externo através de programas
de cooperação e crédito. Do orçamento
geral do estado, o sector da educação, durante o
período de 1978-88 recebeu 14-17% da totalidade para depois
diminuir até aproximadamente 10% (10,4% em 1995).
Outro
Sinal da posição cada vez mais débil do sector
da educação na distribuição dos recursos
é o facto da percentagem de 24% de PIB em 1984, diminuir
para 0.9% em 1993 do orçamento do sector 94%que foi destinado
ao salário dos professores e pessoal administrativo em
(1993). Os escassos recursos disponíveis para o sector
são, portanto, utilizados de uma forma muito ineficiente.
Além do sistema de ensino oficial, começa hoje a
surgir uma flora de escolas alternativas geridas por particulares
ou comunidades religiosas, nesta base para diminuir as carências
sentidas no país, o projecto Misericórdia
e Socorro, entre as suas várias acções,
decidiu criar os dois centros ora aludidos cujo os objectivos
se encontram vocacionados na promoção de alfabetização,
como forma de erradicar a desinformação a que muitos
desses alvos se encontram sucumbidos.
As
Escolas
As
escolas Projecto Misericórdia e Socorro funcionam em dois
dos mais populosos bairros da capital guineense.
Escola
PMS Belém/ Bandim:
No
bairro Belém/Bandim, está a funcionar numa casa
alugada, com alguns acessórios, que se veio a tornar pequena
para a demanda dos alunos. Funciona em dois períodos, Matutino
e Vespertino.
Todos os actuais professores, são voluntários, com
uma formação mínima do 12º ano completo
e ainda formados por seminários, que por sua vez os capacitaram
para a área do ensino primário.
Professores:
-
Orlando Có
- Elsa Barbosa
- Filomena Rodrigues da Fonseca
- Luís Fernando Monteiro
- Fernando Djú
- Justino A. Pereira
Escola
PMS Antula:
Também
esta escola, está numa casa alugada a funcionar no bairro
de Antula, funciona com professores em regime de voluntariado,
onde lesionam: jardim, pré primário, 1ºclasse,
2ºclasse, 3ºclasse, 4ºclasse. Lecionam alunos com
3 aos 10 anos de idade, também no período Matutino
e Vespertino.
Professores:
- Fernando Embana
- Honório A. Da silva
- Martinho Sifna Tchami
- Tino António Injai
- Isaac Lopes Imbana
- Tombon Tuna
- Hotna Cutut Na Dohá
- Felisberto Nhodé
- Solanciana Sousa
- Nhin-na na Mbana
- Noar Seque
- Daniel Vaz Fernandes.
Veredicto:
Nestas
escolas estão crianças altamente carenciadas, na
sua maior parte filhos de agricultores de baixos recursos, e ainda
algumas destas crianças vivem traumas causado pelo trágico
momento, trazidos pela guerra passada,
Órfãos, quase toda a sua família morta.
O
combate às doenças tropicais, como a malária
entre outras, que predominam nesta região, tem sido um
dos nossos maiores desafios diários, nossos alunos altamente
expostos à doença, em alguns dos casos chegam mesmo
a morrer por falta de assistência e acompanhamento.
A desnutrição é também um factor que
afecta as crianças destas escolas, face à gravidades
dos sintomas chegam alunos a desmaiar em plena sala de aula.
As necessidades:
A maior dificuldade com que nos temos deparado ultimamente, é
a falta de equipamento escolar (carteira e cadeiras, principalmente)
a falta de equipamento didáctico (livros, cadernos, canetas,
lápis, borracha, lápis de cor e etc.), canalizações
de água potável, equipamento da secretaria (computadores,
impressoras, máquinas fotocopiadoras, etc.) a falta de
equipamento escolar (carteira e cadeiras, principalmente)Este
problema tem dificultado em muito o funcionamento das escolas,
temos mesmo recorrido à própria ajuda das crianças
que se prontificam a trazer os seus próprios banquinhos,
sabendo no entanto que com bastante sacrifício, visto por
vezes a escola ficar bastante onde as crianças tem caminhar
debaixo de sol e chuva.
O projecto encontra-se sem recursos necessários para fornecer
uma alimentação básica necessária,
quer aos alunos que aos professores, facto este que torna o trabalho
quer de uns quer de uns quer de outros extremamente 600 alunos
18 professores 6 cooperantes de limpeza, secretaria, Guarda.
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